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Planilha de controle de prazos: modelo pronto para baixar, e o método por trás dele

Prazos · 14 de setembro de 2026 · 5 min de leitura · Equipe Adv3

Esta planilha de controle de prazos é gratuita, abre no Excel, no LibreOffice e no Google Sheets, e traz as treze colunas que decidem se o controle funciona: da data da publicação ao responsável nominado e à data do protocolo. Ela resolve bem o escritório de uma pessoa, e tem limites conhecidos, que este texto também descreve, porque planilha que ninguém confere não protege ninguém.

Neste artigo

  1. O que vem na planilha de controle de prazos
  2. Como usar, em quatro regras
  3. O que a planilha faz bem
  4. O que ela não faz, e isto é honesto
  5. Quando ela deixa de servir
  6. O erro que nenhuma planilha conserta
  7. Perguntas frequentes
  8. Como o Adv3 trata isso

Antes de qualquer sistema, o que impede prazo perdido é uma lista que alguém olha todo dia. Esta planilha de controle de prazos é ela, pronta para usar.

Baixar a planilha de controle de prazos (CSV, abre no Excel e no Google Sheets)

Fluxo do prazo na planilha, da publicação ao protocolo, com o ponto em que a linha só se encerra com a data de cumprimento

O que vem na planilha de controle de prazos

Treze colunas, e cada uma existe por um motivo:

Coluna Por que ela está lá
Processo e Cliente Para achar o caso sem abrir outro lugar
Tribunal e vara Porque a regra muda conforme o rito
Ato a praticar "Contestação" diz o que fazer; "prazo" não diz nada
Data da publicação O ponto de partida da conferência
Início da contagem Que não é a data em que você leu
Dias e Contagem Porque nem todo prazo corre em dias úteis
Vencimento A data que entra na fila
Responsável Um nome, nunca "o escritório"
Situação O filtro que produz a lista da semana
Protocolado em O que encerra a linha
Observações Prazo em dobro, suspensão, o que for exceção

A coluna que mais falta nas planilhas improvisadas é a de início da contagem, separada da data da publicação. É ali que mora a maior parte dos erros, e a regra está em intimação eletrônica.

Como usar, em quatro regras

  1. Uma linha por prazo, não por processo. O mesmo caso gera muitos prazos, e eles vencem em datas diferentes.
  2. Responsável sempre preenchido. Prazo sem nome é prazo de ninguém, e essa é a causa mais comum de perda em escritório com duas ou mais pessoas.
  3. Filtre por situação e ordene por vencimento. Essa é a sua fila. Tudo o mais é enfeite.
  4. Só encerre a linha com a data do protocolo. Enquanto ela estiver vazia, o prazo está aberto, ainda que alguém tenha dito que já fez.

A contagem correta, com as armadilhas de feriado e suspensão, está em como contar prazo em dias úteis e em feriado forense e prazo. Quem litiga contra a Fazenda, o Ministério Público ou a Defensoria precisa lembrar do prazo em dobro.

O que a planilha faz bem

  • Custa zero e começa hoje. Não depende de contratar nada.
  • Cabe na cabeça de quem trabalha sozinho, com dez ou vinte prazos abertos.
  • Mostra a semana em uma tela, que é o que a maior parte dos escritórios não tem.
  • É sua. Sem fornecedor, sem exportação, sem dependência.

Para uma parte relevante dos escritórios brasileiros, isso já é melhor do que o que existe hoje, que costuma ser a memória de alguém somada a um caderno.

O que ela não faz, e isto é honesto

Limite Consequência
Não calcula prazo A contagem continua sendo sua, linha por linha
Não recebe a publicação Alguém precisa ler o diário e digitar
Não avisa ninguém Ela só protege quem a abre todo dia
Não guarda documento Peça e comprovante moram em outro lugar
Divergência silenciosa Duas pessoas editando produzem duas verdades

A terceira linha é a que cobra mais caro: planilha não interrompe o seu dia para lembrar de nada. Quem depende dela precisa de um horário fixo para abri-la, todo dia, sem exceção.

Quando ela deixa de servir

Três sinais, e qualquer um deles já basta:

  • Duas pessoas precisam editar ao mesmo tempo, e a versão passa a divergir.
  • Você confere o mesmo prazo em dois lugares porque não confia na anotação.
  • Alguém saiu de férias e ninguém sabia o que estava com ele.

A partir daí, a saída é ter o prazo ligado ao processo, ao cliente e ao responsável, com a publicação chegando sozinha. O caminho dessa troca está em sair da planilha para um sistema jurídico, e o desenho do controle que substitui, em controle de prazos no escritório de advocacia.

O erro que nenhuma planilha conserta

Prazo que ninguém sabe que existe. Se a publicação não é acompanhada, a linha nunca é criada, e o controle está perfeito sobre o que ele conhece. É por isso que o acompanhamento das publicações vem antes da planilha, e ele está descrito em publicações e andamentos.

O segundo erro é achar que o prazo foi cumprido porque alguém disse que fez. Só a data do protocolo, com comprovante guardado, encerra o assunto, pelo que está em conferência antes de protocolar.

Perguntas frequentes

Posso usar esta planilha comercialmente?

Pode, inclusive dentro do seu escritório e com a sua equipe, sem citar a origem. Ela é um ponto de partida, não um produto.

Ela abre no Google Sheets?

Abre: é um arquivo CSV. No Sheets, use Arquivo e depois Importar; no Excel e no LibreOffice, basta abrir.

Por que não vem com fórmula de contagem?

Porque fórmula de dias úteis depende do calendário de feriados aplicável ao seu tribunal, e uma fórmula errada é pior que nenhuma: ela produz confiança indevida. A conferência da data continua sendo do advogado.

Serve para prazo administrativo?

Serve, e é para isso que existe a coluna Contagem: prazo de órgão administrativo costuma correr em dias corridos, com regra própria, como aparece em defesa administrativa tributária.

Como o Adv3 trata isso

O Adv3 faz o que a planilha não faz: a intimação chega pelo DJEN através da sua OAB, o prazo em dias úteis do CPC é calculado na hora e vira compromisso na agenda com responsável, ligado ao processo e ao cliente, com o comprovante guardado no caso. O que ele não faz é dispensar a sua conferência: a contagem exibida é conferida por gente antes de virar compromisso, e é assim que deve ser.

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