Queda do sistema do escritório: o que fazer na hora e o que combinar antes
Organização · · 5 min de leitura · Equipe Adv3
A queda do sistema do escritório é o fornecedor fora do ar, e ela não prorroga prazo nenhum: o que a lei prevê é a indisponibilidade do sistema do tribunal. Enquanto a ferramenta não volta, o prazo continua correndo, e o que salva é ter registrado o essencial fora dela. Antes de contratar, três perguntas resolvem quase todo o risco: onde consultar o estado do serviço, em quanto tempo o fornecedor responde e com que frequência há cópia.
Na terça-feira à tarde o sistema não abre. Tem audiência marcada, tem prazo na sexta, e a queda do sistema do escritório chega com uma dúvida junto: o problema é da internet daqui ou do outro lado?
Queda do sistema do escritório não prorroga prazo
Esta é a frase que precisa ficar clara antes de qualquer outra. O CPC trata da indisponibilidade do sistema do tribunal, e é ela que pode prorrogar prazo, com prova. O sistema de gestão que o escritório contratou é ferramenta particular: se ele cai, o prazo continua correndo, a audiência continua marcada e o juiz não toma conhecimento.
Quem precisa do detalhe de como se prova a indisponibilidade oficial e o que ela alcança encontra em indisponibilidade do sistema no dia do prazo. Aqui o assunto é o outro: o que fazer quando é o seu fornecedor que está fora do ar.
Os primeiros dez minutos
| Passo | O que fazer | Por que importa |
|---|---|---|
| 1 | Testar outro site no mesmo computador | Separa queda do fornecedor de queda da sua internet |
| 2 | Testar pelo celular, fora do wi-fi | Confirma se é a rede do escritório |
| 3 | Abrir a página de status do fornecedor | É onde a informação chega primeiro, quando existe |
| 4 | Anotar a hora e o que aparece na tela | O registro é o que sustenta qualquer conversa depois |
| 5 | Avisar a equipe por um canal que não seja o sistema | Evita cinco pessoas abrindo o mesmo chamado |
O passo 4 é o mais pulado e o mais útil. Sem hora anotada e sem a mensagem de erro, a reclamação vira impressão, e impressão não vale em conversa sobre nível de serviço.
O que continua funcionando enquanto ele não volta
O escritório para menos do que parece, desde que três coisas vivam fora do sistema:
- A agenda da semana, mesmo que seja uma impressão feita na segunda-feira.
- O contato do cliente, no celular de quem atende.
- A peça em andamento, que costuma estar no editor de texto, não no sistema.
Quem tem essas três consegue atravessar a tarde. Quem não tem descobre, no pior momento, o que significa depender de uma fonte única, situação parecida com a de dependência de uma pessoa só, só que com um fornecedor no lugar de uma pessoa.
O que perguntar antes de contratar
Três perguntas, e nenhuma delas aparece na proposta comercial:
- Existe página pública de status? Fornecedor que comunica a queda respeita quem depende dele. Quem não tem página deixa o cliente adivinhando.
- Em quanto tempo o suporte responde? Não o horário de atendimento: o tempo de primeira resposta, por escrito. O critério inteiro está em suporte de software jurídico.
- Com que frequência há cópia de segurança, e em quanto tempo restaura? As duas metades da mesma resposta: cópia diária com restauração de uma semana não é cópia diária na prática.
Registre o que aconteceu, mesmo que volte rápido
Cinco minutos de indisponibilidade não merecem processo, e merecem registro. O motivo é acumulativo: uma queda por mês durante um ano é um padrão, e padrão é argumento em renegociação ou em rescisão sem multa. Sem anotação, no décimo mês você tem lembrança, não histórico, e a discussão sobre a cláusula de fidelidade em software jurídico fica sem lastro.
Uma linha por episódio basta: data, hora de início, hora de volta, o que ficou impedido.
Quando a queda é do tribunal, o problema é outro
Vale repetir porque a confusão é frequente e cara: sistema do tribunal fora do ar tem tratamento processual próprio, com prorrogação prevista e exigência de prova, normalmente a certidão emitida pelo próprio tribunal ou a captura de tela com data e hora. Sistema do escritório fora do ar não tem nenhum tratamento processual. Um é matéria de petição; o outro é matéria de contrato.
O plano que cabe numa folha
Escreva e deixe impresso perto de quem atende: quem liga para o suporte, onde está a agenda de emergência, qual é o telefone de contato da equipe e o que não pode esperar até o sistema voltar. É o mesmo raciocínio da continuidade descrita em backup no escritório de advocacia, aplicado ao dia em que a ferramenta não abre.
Perguntas frequentes
Posso pedir prorrogação de prazo porque meu sistema caiu?
Não, se o sistema for o do escritório. A prorrogação prevista em lei trata da indisponibilidade do sistema do tribunal, e é ela que precisa ser provada.
Devo ter dois sistemas para o caso de um cair?
Não vale a pena, e cria um problema maior: dois cadastros que divergem. O que resolve é cópia periódica e um plano simples de contingência.
Como sei se a queda foi de fato do fornecedor?
Teste outro site, teste pelo celular fora do wi-fi e olhe a página de status. Se as três apontarem para o fornecedor, anote a hora e abra o chamado.
Vale trocar de fornecedor depois de uma queda?
Depois de uma, quase nunca. Depois de um padrão documentado, sim, e aí o registro que você fez é o que sustenta a conversa, inclusive sobre multa.
Como o Adv3 trata isso
O Adv3 roda em nuvem, e a agenda espelhada no Google Agenda é o caminho que continua funcionando quando o navegador não abre o sistema: quem usa o espelhamento enxerga audiência e prazo pelo celular, sem depender da nossa tela. O que ele não faz é oferecer modo offline nem aplicativo instalado: sem internet não há acesso, e é por isso que a agenda espelhada e a sua própria cópia continuam valendo a pena.
Todos os artigos · Adv3: software jurídico para escritórios de advocacia · Criar uma conta