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Site de escritório de advocacia: o que precisa ter (e o que não)

Captação · 12 de agosto de 2026 · 5 min de leitura · Equipe Adv3

Um site para escritório de advocacia precisa de cinco coisas: quem você é, o que você faz, onde atende, como te procuram e conteúdo que responda dúvidas reais. Não precisa de animação, foto de martelo nem texto institucional em terceira pessoa. O erro mais caro não é o design: é a página que não diz a cidade de atuação e não tem um caminho de contato que alguém responda.

Neste artigo

  1. As cinco páginas que bastam num site para escritório de advocacia
  2. O que a ética permite mostrar
  3. O que não faz diferença nenhuma
  4. A página de área de atuação é a que trabalha
  5. Onde o site perde o cliente
  6. Perguntas frequentes
  7. Fazer o site aparecer na busca
  8. Como o Adv3 trata isso

A maioria dos sites de escritório erra pelo mesmo motivo: foi feito para parecer sério, não para ser útil a quem chegou nele. É o defeito de origem de quase todo site para escritório de advocacia.

Quem abre um site de advocacia está decidindo se te procura. Ele tem três dúvidas: você resolve o meu problema, você atende onde eu estou, e como falo com você. Site que não responde as três em trinta segundos não converte, por mais bonito que seja.

Comparação entre o que um site de escritório precisa ter, cidade de atuação, página por área, contato que alguém responde e conteúdo, e o que não faz diferença, como animação, foto de martelo e texto institucional

As cinco páginas que bastam num site para escritório de advocacia

Página O que ela precisa responder
Início O que você faz, para quem e em que cidade
Áreas de atuação Uma página por área que você realmente quer atender
Sobre Quem assina o trabalho, com formação e inscrição na OAB
Contato Endereço, telefone, e-mail no domínio do escritório e horário, sem formulário como única saída
Blog ou artigos O conteúdo que responde a dúvida de quem ainda não é cliente

Escritório pequeno não precisa de mais que isso no primeiro ano. Precisa que essas cinco existam e estejam certas.

Havendo formulário de cadastro, ele alimenta a newsletter jurídica, que exige consentimento registrado.

O que a ética permite mostrar

A publicidade da advocacia é informativa. Na prática, para o site:

Pode: nome, inscrição, formação, áreas de atuação, endereço, contato, artigos e material técnico, explicação de como funciona a consulta.

Não pode: promessa ou garantia de resultado, tabela de preços como oferta, superlativo ("o melhor", "o maior"), depoimento de cliente sobre ganho, e caso concreto identificável.

A linha é a mesma de sempre: informar quem procura, não perseguir quem não procurou. Um site é, por natureza, a versão permitida: ele só é encontrado por quem foi atrás. O que pode aparecer nele, do logotipo à foto, é o assunto de identidade visual para advogados.

O que não faz diferença nenhuma

  • Animação e efeito de rolagem. Ninguém contratou advogado por causa de transição suave, e cada efeito atrasa o carregamento no celular.
  • Foto de martelo, balança e livro antigo. É o clichê que faz o site parecer todos os outros. Uma foto sua na sala real vale mais.
  • Texto institucional em terceira pessoa. "O escritório atua com excelência e dedicação" não diz nada e podia estar em qualquer site.
  • Formulário como único contato. Quem está com problema jurídico quer falar com alguém, não preencher campo e esperar.

A página de área de atuação é a que trabalha

Ela é a que aparece na busca, porque é a única que fala do problema da pessoa e não de você. Uma página de área que funciona tem:

  1. O problema em palavras do cliente, não em nome de instituto jurídico.
  2. O que costuma acontecer: as etapas, sem prometer prazo nem desfecho.
  3. O que a pessoa precisa levar na primeira conversa: documentos, datas.
  4. Como funciona a consulta e que há orçamento, sem valor como propaganda.
  5. Um caminho de contato, ali mesmo, sem obrigar a voltar ao menu.

Uma página por área que você quer atender rende mais que uma página listando quinze áreas, que, além de não ranquear, sinaliza que você faz um pouco de tudo.

Onde o site perde o cliente

Não diz a cidade. É o erro mais comum e o mais caro: busca de advogado é local, e um site sem cidade não responde a pergunta que a pessoa está fazendo.

Demora a abrir no celular. A maior parte do acesso vem de telefone, muitas vezes em conexão ruim.

Contato que ninguém responde. Formulário que cai num e-mail que ninguém abre é pior que não ter, e é onde o orçamento de anúncio pago no Google se perde inteiro, porque quem clica em anúncio já acionou outros escritórios no mesmo dia. Se o caminho principal é WhatsApp, ele precisa ser o número do escritório, com alguém ou algo que responda.

Informação desatualizada. Endereço antigo, telefone que mudou, sócio que saiu. Divergência entre o site e o resto é o sinal mais rápido de abandono.

Perguntas frequentes

Escritório pequeno precisa de site?

Precisa de ser achável, o que nem sempre significa site. Um perfil em diretórios jurídicos e um perfil no Google bem preenchido resolve o essencial no começo. O site passa a valer quando você quer explicar suas áreas e produzir conteúdo, que é o que traz quem ainda não conhece você.

Posso colocar meus honorários no site?

Informar que existe orçamento e como funciona a consulta, sim. Tabela de preços como oferta comercial, não: é o tipo de anúncio que caracteriza mercantilização da profissão.

Posso publicar depoimento de cliente?

Depoimento sobre resultado, não. Descrição do serviço e do modo de trabalho, sim. A diferença é entre mostrar o que você faz e mostrar o que você ganhou.

E as redes sociais?

O Instagram rende para cliente pessoa física e o LinkedIn para quem atende empresa, mas nenhum dos dois substitui ser achável na busca.

Preciso de blog?

Não é obrigatório, mas é o que faz o site trabalhar sozinho. Um texto que responde bem uma dúvida comum é encontrado por anos, e é publicidade informativa no sentido mais literal.

Quanto devo investir?

Menos do que se costuma gastar. Um site de cinco páginas, rápido e correto, resolve o primeiro ano. Vale mais investir depois, quando você já souber por qual área os clientes chegam.

Fazer o site aparecer na busca

O que sustenta isso, com o que a regra permite, está em SEO para advogados.

Como o Adv3 trata isso

O Adv3 não faz o seu site: ele cuida do que vem depois do clique: a mensagem que chega vira atendimento registrado, o caso vira processo com prazo e responsável, e o cliente passa a acompanhar sozinho o andamento pelo portal. É onde o contato que o site gerou costuma se perder.

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