Site de escritório de advocacia: o que precisa ter (e o que não)

Captação · · 5 min de leitura · Equipe Adv3

Site de escritório de advocacia: o que precisa ter (e o que não)

Um site de escritório precisa de cinco coisas: quem você é, o que você faz, onde atende, como te procuram e conteúdo que responda dúvidas reais. Não precisa de animação, foto de martelo nem texto institucional em terceira pessoa. O erro mais caro não é o design: é a página que não diz a cidade de atuação e não tem um caminho de contato que alguém responda.

A maioria dos sites de escritório erra pelo mesmo motivo: foi feito para parecer sério, não para ser útil a quem chegou nele.

Quem abre um site de advocacia está decidindo se te procura. Ele tem três dúvidas — você resolve o meu problema, você atende onde eu estou, e como falo com você. Site que não responde as três em trinta segundos não converte, por mais bonito que seja.

Comparação entre o que um site de escritório precisa ter — cidade de atuação, página por área, contato que alguém responde e conteúdo — e o que não faz diferença, como animação, foto de martelo e texto institucional

As cinco páginas que bastam

Página O que ela precisa responder
Início O que você faz, para quem e em que cidade
Áreas de atuação Uma página por área que você realmente quer atender
Sobre Quem assina o trabalho, com formação e inscrição na OAB
Contato Endereço, telefone, e-mail e horário — sem formulário como única saída
Blog ou artigos O conteúdo que responde a dúvida de quem ainda não é cliente

Escritório pequeno não precisa de mais que isso no primeiro ano. Precisa que essas cinco existam e estejam certas.

O que a ética permite mostrar

A publicidade da advocacia é informativa. Na prática, para o site:

Pode: nome, inscrição, formação, áreas de atuação, endereço, contato, artigos e material técnico, explicação de como funciona a consulta.

Não pode: promessa ou garantia de resultado, tabela de preços como oferta, superlativo ("o melhor", "o maior"), depoimento de cliente sobre ganho, e caso concreto identificável.

A linha é a mesma de sempre: informar quem procura, não perseguir quem não procurou. Um site é, por natureza, a versão permitida — ele só é encontrado por quem foi atrás.

O que não faz diferença nenhuma

A página de área de atuação é a que trabalha

Ela é a que aparece na busca, porque é a única que fala do problema da pessoa e não de você. Uma página de área que funciona tem:

  1. O problema em palavras do cliente, não em nome de instituto jurídico.
  2. O que costuma acontecer — as etapas, sem prometer prazo nem desfecho.
  3. O que a pessoa precisa levar na primeira conversa: documentos, datas.
  4. Como funciona a consulta e que há orçamento, sem valor como propaganda.
  5. Um caminho de contato, ali mesmo, sem obrigar a voltar ao menu.

Uma página por área que você quer atender rende mais que uma página listando quinze áreas — que, além de não ranquear, sinaliza que você faz um pouco de tudo.

Onde o site perde o cliente

Não diz a cidade. É o erro mais comum e o mais caro: busca de advogado é local, e um site sem cidade não responde a pergunta que a pessoa está fazendo.

Demora a abrir no celular. A maior parte do acesso vem de telefone, muitas vezes em conexão ruim.

Contato que ninguém responde. Formulário que cai num e-mail que ninguém abre é pior que não ter. Se o caminho principal é WhatsApp, ele precisa ser o número do escritório, com alguém ou algo que responda.

Informação desatualizada. Endereço antigo, telefone que mudou, sócio que saiu. Divergência entre o site e o resto é o sinal mais rápido de abandono.

Perguntas frequentes

Escritório pequeno precisa de site?

Precisa de ser achável, o que nem sempre significa site. Um perfil no Google bem preenchido resolve o essencial no começo. O site passa a valer quando você quer explicar suas áreas e produzir conteúdo — que é o que traz quem ainda não conhece você.

Posso colocar meus honorários no site?

Informar que existe orçamento e como funciona a consulta, sim. Tabela de preços como oferta comercial, não — é o tipo de anúncio que caracteriza mercantilização da profissão.

Posso publicar depoimento de cliente?

Depoimento sobre resultado, não. Descrição do serviço e do modo de trabalho, sim. A diferença é entre mostrar o que você faz e mostrar o que você ganhou.

Preciso de blog?

Não é obrigatório, mas é o que faz o site trabalhar sozinho. Um texto que responde bem uma dúvida comum é encontrado por anos — e é publicidade informativa no sentido mais literal.

Quanto devo investir?

Menos do que se costuma gastar. Um site de cinco páginas, rápido e correto, resolve o primeiro ano. Vale mais investir depois, quando você já souber por qual área os clientes chegam.

Como o Adv3 trata isso

O Adv3 não faz o seu site — ele cuida do que vem depois do clique: a mensagem que chega vira atendimento registrado, o caso vira processo com prazo e responsável, e o cliente passa a acompanhar sozinho o andamento pelo portal. É onde o contato que o site gerou costuma se perder.

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