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Financeiro na advocacia

Página 2 dos artigos sobre financeiro na rotina de um escritório de advocacia, escritos por quem constrói o Adv3.

Escritório raramente quebra por falta de trabalho: quebra por descasamento entre o que entra e o que sai. Aqui estão precificação, contrato, cobrança, despesas reembolsáveis, honorários recorrentes e a leitura de caixa que antecipa o aperto.

A conta que costuma faltar é a do tempo. Honorário de êxito entra depois de anos; folha, aluguel e sistema saem todo mês. Um escritório pode estar lucrativo no papel: soma dos casos ganhos menos custos, e mesmo assim não ter dinheiro em caixa na segunda-feira. É por isso que os textos daqui separam com cuidado três coisas que costumam ser tratadas como uma só: o que foi contratado, o que foi faturado e o que foi efetivamente recebido.

Do lado do contrato, o Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/1994) dá a base: os honorários convencionados, os fixados por arbitramento judicial e os de sucumbência são três espécies distintas, e o art. 22 é o que sustenta a cobrança quando o combinado não foi escrito. Escrever o contrato antes de começar o caso resolve a maior parte das discussões que depois viram ação de arbitramento, e é a recomendação que atravessa toda esta seção.

Fonte primária: art. 22 do Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/1994).

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